Uma das seis endemias mais importantes do mundo, a leishmaniose, popularmente conhecida como calazar, é uma doença  que  acomete  diversas  espécies  animais,  silvestres  e domésticos. Classificada como zoonose   (enfermidade   naturalmente  transmissível  entre  animais  e  o ser  humano),  esta doença  é  transmitida pela picada de flebotomíneos e sua forma mais grave é  a  leishmaniose  visceral.    Os    cães    são    considerados   os principais  reservatórios   da  doença,  tendo  em  vista   a  quantidade  de animais, constituindo-se no principal elo na cadeia de transmissão do calazar. Cães de qualquer raça podem ser acometidos pela doença, não   existindo   predisposição   de  sexo  ou  faixa  etária. Os  principais  sinais  clínicos  estão relacionados  com  problemas  dermatológicos  (feridas   que   não   cicatrizam,  descamação excessiva), seguidos  de  perda  de  peso  progressiva,  falta  de  apetite  e  apatia,  desordens  oftálmicas  também  são bastante comuns, além de quadros de febre alta, vômito, diarreia e problemas de locomoção. 

O  Tocantins  é   considerada   zona   endêmica   e   medidas  de prevenção são importantíssimas,  tais como: uso de inseticidas tópicos,  como  os  sprays,   coleiras  e  spot-on  e  manter   seu animal dentro  de  casa,  nos  horários  de  maior  atividade  do vetor  (ao entardecer e amanhecer).  Ao  menor  sinal de alerta, leve   seu   animal   para  uma  consulta,  o  calazar  não  é  uma sentença  de  morte,  e  o  sucesso  da  terapia  depende  de   um   diagnóstico   precoce.

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